segunda-feira, 31 de maio de 2010

O PROJETO A VIDA VALE MAIS VALORIZA O IDOSO.


No dia 26 de maio aconteceu no Centro Comunitário Jesus Bom Pastor, a Paroquia Nossa Senhora da Conceição, uma ação de valorização da vida, direcionada em especial a terceira idade. Sob a coordenação da professora Ângela Maria da Silva e a execução dos alunos da 2ª Serie A do Ensino Médio, foi realizado um trabalho de pesquisa bibliográfica e de campo, nas qual traça um paralelo entre o global e o local, da situação do idoso no Brasil e no Município de Conceição.


Com apresentação em slides e PowerPoint, foi apresentado dado de situações reais vividas por essa encantadora faixa etária, que representa avanços, mas também relatos de indignação nem sempre imaginadas por nós. Segundo pesquisas apresenta pelos alunos, 01 a cada 10, ou seja, 10% da população brasileira têm 60 anos ou mais, idade considera pelas Nações Unidas para considerar uma pessoa idosa, já no norte este índice é de 5,5% de acordo o IBGE. 62,4% dos idosos são responsáveis pelos domicílios e têm, em média, 69 anos de idade e 3,4 anos de estudo. Com um rendimento médio de R$ 657,00, o idoso ocupa, cada vez mais, um papel de destaque na sociedade brasileira.

Cerca de 70% dos asilos que existem hoje no Brasil foram abertos a partir dos anos 80. O dado consta de um estudo da economista Ana Amélia Camarano, que analisou a infraestrutura das instituições que abrigam idosos nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul do país. A multiplicação dos asilos é consequência da inserção da mulher no mercado de trabalho. Isso fez com que os idosos perdessem assistência em suas próprias famílias. Um dado interessante é cada asilo abriga em média 25 pessoas, o que representa um gasto mensal de 600 reais por idoso, outro dado complementar é que dessa faixa etária, em que muitos sofrem com doenças crônicas, o que leva a 14% a se tronarem inválidos; desses 23% tem entre 60 e 70 anos; entre 70 e 80 anos são 30% e entre os que tem mais de 80 anos chega a 33%.









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IDOSA DE CONCEIÇÃO FALA DE SUA HISTORIA DE VIDA E DA IMPORTACIA DO EVENTO:

Ana Gonçalves e Sebastiana, duas vidas e algo em comum, são parteiras.
Ana Gonçalves de Cirqueira, mães conhecida como “Mãe Ana”, nasceu em 12 de abril de 1928, hoje com 82 anos de idade é um exemplo de vida para os seus familiares, de cidadania para o município e de muito orgulho para os jovens, que explicarei mais adiante o motivo de tudo isso. Ela também esteve no evento e ficou muito emocionada com a inciativa do Colégio Estadual Cel. José Francisco de Azevedo, segundo ela “esses momentos deveria acontecer mais, agente fica mais viva, conversa mais com as pessoas, só de sair de casa dá agente outro alento, aprendi muito, conheci muitos direito que o idoso tem e agente não sabe”.

Pois bem, sobre “Mãe Ana”, vou fazer um breve relato sobre sua historia, para que os interessados possam aprofundar suas curiosidades. Quando em um tempo em que as condições de saúde eram precárias, ou seja, nem mesmo existia acesso ao atendimento básico, os partos eram feitos por parteiras, que colocavam seu conhecimento popular e suas experiências a serviços das gestantes, esse trabalho ia muito além do parto, era uma espécie de pré-natal, haja vista, que ainda não dispunha de equipamentos médicos.

Eram muitas as mulheres que realizavam esse trabalho, pois no caso de Ana Gonçalves, essa pessoa abençoada, que trouxe muitas crianças para a vida, tem uma peculiaridade, foram 362 pessoas que viram pela primeira vez a luz de nosso tempo por suas mãos. Em um tempo em que muitas mães e crianças morriam no parto, em função da ausência de um exame mais detalhado para verificar as condições e posição do bebê, ela não perdeu uma só vida. Entre as diversas pessoas que são gratas a esse dom estão muitos de nossos professores, inclusive este que assina esta matéria.

Em sinal de gratidão pela sua trajetória de parteira e, pela felicidade de não ter passado pela tristeza de perder nenhuma criança em suas mãos, todo ano ela reza para Nossa Senhora Santana, conhecida pelos católicos como a avó de Jesus Cristo. Segundo ela, esse terço é para reunir seus filho de parto, ou pelo menos parte deles e agradecer a Deus pelo dom da vida.

Que tal se nós tirássemos um pouco de tempo para conversar e aprender com essas pessoas? Seria no minimo interessante. Numa dessa conversa de passa tempo, com um  senhor de 92 anos fiz a seguinte indagação - 92 anos é muito tempo! E ele me respondeu. Meu filho pra que tem 22 anos, atingir 92  é muito tempo a percorrer, mas pra que tem 92 anos 18 parece que foi ontem.

O IDOSO EM CONCEIÇÃO E A PASTORAL DA ESPERANÇA: MAIS DO QUE RESPEITAR É PRECISO VALORIZA.

Como afirmamos neste blog, a terceira idade é um período em que muitas pessoas deveriam estar aproveitando ao máximo seu tempo livre, após uma longa jornada de trabalho e dedicação familiar. Mas também, que por preconceito, falta de valorização e ausência de politicas publica voltada para essa faixa etária os idos se acabam em tristeza, pois são pessoas lucidas forças a viver no isolamento em função de suas condições físicas na os permitirem um grau de independência em sua locomoção.

Em dados levantados por nossos alunos foram constadas situações lamentáveis em que se encontravam muitos idosos, pessoas com deficiência visual que conhecem quase todos de sua geração, mas que não tem oportunidade de conversar porque seus familiares não se dispõem de um tempo mínimo para realizar sua locomoção. Outros vivem em situação de miséria, pois sua mensalidade da Previdência Social, ou seja, sua aposentadoria é usada para todas as despesas dos familiares (cigarro, bebidas, cremes, shampoos, farras e outras), menos para seu bem estar (remédios, alimentação saudável e lazer), essa é uma realidade gritante e visível que necessita de uma resposta urgente das instituições responsáveis, sem a justificativa de que não há denuncias, pois se o cidadão comum vê quem é preparado par tal tem a obrigação de enxergar nas entrelinhas.

O PROJETO DA PASTORAL DA ESPERANÇA realizado pelo Centro Comunitário Jesus Bom Pastor, sob a Coordenação da Irmã Ana Flora Romã e colaboração de voluntários, um dos parceiros nessa ação, realiza toda quarta feira no período da tarde um encontro com esse grupo de pessoas. Que teve a oportunidade de presenciar as atividades desenvolvidas fica encantado com o dinamismo dos nossos idosos, pessoas que parece personagens tiradas de conto de fada, o impressionante é observar o grau de lucidez de todos, inclusive de pessoas que sofreu de AVE e estão parcialmente paralisadas, suas expressões nos diz muito, quantas pessoas estão depressivas em casa por causa da solidão, que poderiam se divertir e quem sabe evoluir no seu quadro de saúde, que além das atividades lúdicas eles produzem artesanatos.
No trabalho de campo foi relatado até caso de espancamento, por familiares em idosos indefesos até do ponto de vista mental, pois sofreu de derrame cerebral. O caso por enquanto ainda não foi denunciado por falta de um espaço adequado para realizar a transferência da pessoa que teme novas agressões após denuncias

                                                                              
 
 
                                                                                Artesanato confeccionado pela Pastoral da Esperança.

CUIDADOS PARA UMA VIDA LONGA.


Ao contrario que muitos idosos pensam e se comportam, muitas vezes por indução o por questões socioeconômicas, a idade não uma barreira para se viver bem e feliz. O problema é que num pais relativamente jovem como o Brasil, dá-se pouca importância e espaço para que pessoas experientes, com um vasto repertório de conhecimento possa se exercitar sobre todos os aspectos e, isso se agrava ainda mais quando esse país é subdesenvolvido ou em desenvolvimento.

Mais o percentual de pessoas acima de 60 anos tem crescido no Brasil, chegando a hora de pensar em ações e politicas que valorize e garanta direitos a essas pessoas. Preocupados com o tema os alunos da 2ª serie do ensino médio, do Colégio Est. Cel. José Francisco de Azevedo, sob a coordenação da Prof.ª Ângela Maria, pontuou algumas dicas importantes entre ela:

1 - Alimentação correta

Quanto mais conhecimento a população tiver sobre questões de saúde, maior será a expectativa de vida, com hábitos alimentares como: uma dieta rica em frutas, (como mamão e cenoura, azeite de oliva, aves e peixes, aumenta em 50% mais a longevidade do idoso.

Coma verduras e legumes variados diariamente; - Procure comer no mínimo 3 frutas ao dia, como a laranja, morango, acerola, entre outras.- Evite ficar longos períodos sem se alimentar, procure ingerir nos intervalos das refeições pequenos lanches como por exemplo pão integral e queijo branco;- Beba bastante água durante o dia.

2 - Sociabilidade

Uma companhia estimula atitudes positivas em relação à vida, como parar de fumar e vale todo tipo de companhia: parentes, amigos, namorados. O casamento é a relação que dá mais resultado. Exercícios para o cérebro como leitura, palavras cruzadas ou jogos de tabuleiro, como dama e xadrez.

Outro aliado importante são as atitudes positivas em relação à vida, pois elas nos fazem viver mais, estudos apontam que pessoas que pensam positivo podem viver até 12 anos a mais.

3 - Geriatria.

É importante que as pessoas da terceira idade procurem um especialista, ou seja, um geriatra, pois nessa a preocupação com a saúde é importante e nessa faixa etária deve ser uma constante. Pois a manutenção da Saúde em idades avançadas, da funcionalidade, bem como, detecção e tratamento precoce possibilita ao idoso o máximo grau de independência.

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TRABALHO COM PROJETO NA COMUNIDADE


Todo ano a Professora de Geografia, Ângela Maria da Silva, desenvolve no mínimo um trabalho com projeto por bimestre, entre eles esta essa ação de valorização do idoso, que conta sempre com uma turma da 2ª serie do ensino médio. O trabalho consiste em estudo sobre o tema em sala de aula, com a divisão da turma em quatro ou cinco grupos, que após estudos sobre o tema em sala de aula parte para a pesquisa bibliografia e de campo.


Essa metodologia permite aos alunos realizarem reflexões, deduções e constatações que permeia o global e o local, num verdadeiro exercício de ida e volta do que se estudou em sal e do que se verificou em sua contextualidade. Esse processo lava-os a rescrever conceitos e teorias, ampliando-os ou ate mesmo negando algumas premissas tidas com verdades. Pra quem acompanha todo o processo, fica uma certeza, os alunos se envolvem porque consegue fazer uma relação dos conteúdos com as questões e os desafios vividos no dia a dia, ou seja, fica aquilo que significativo o que chamamos de conhecimento.

Outro ponto a ser ressaltado é que a concepção coletiva do Projeto Politico Pedagógico da Escola, no que se refere às questões de gestão, currículo e do processo avaliativo, tem seu marco teórico numa concepção sócia histórica fundamentada na escola Russa e no trabalho por projeto. Isso equivale a dizer que a professora estar realizando um trabalho que buscar alcançar os objetivos e metas estabelecidas pela escola, definitivamente um exemplo a ser seguido.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Opiniões & Idéias

Entrevista Drawlas Claymont Ribeiro da Silva, os 37 anos de idade, Drawlas Claymont Ribeiro da Silva volta a direção do Colégio Est. Cel. José Francisco de Azevedo de- pois de 4 anos. Neste período, teve a opor- tunidade de trabalhar em outros setores do colégio e ainda foi Secretário Municipal de Educação. Leitura e ouvir musica, são seus hoobs, E ele concede pela 1ª vez uma entrevista ao Informativo Conexão. Na oportunidade, ele fala sobre os desafios, diferenças, perspectivas e sonhos. Leia a seguir:

IC – Como esta sendo voltar a direção deste colégio?

DC – Sempre é um desafio novo com novas perspectivas, já do ponto de vista da equipe foi muito tranquilo, pois sempre fiz parte e conheço a todos.

IC – E os desafios, são muitos diferentes? DC – Os desafios n se alteram de um dia p/ outro, o que acontece é uma evolução e uma intensidade maior dos já existentes. Se em nosso planejamento n conseguimos dar respostas q consiga sanar ou amenizar os pontos fracos e as ameaças externas, elas ganham forças a cada dia.

IC – Qual vem sendo seu maior desafio atualmente à frente da direção? DC – Há quase meia década a escola tem identificado em sua avaliação diagnostica e estratégica uma falta de compromisso dos alunos em relação ao conteúdo programático, ao conhecimento acumulado ao longo do processo histórico, condição fundamental p/ desenvolver uma postura critica e um raciocínio lógico. Fica a sensação de que nossos jovens não objetivam mais um futuro, ficando a impressão de que nossos alunos não têm sequer uma aproximação do q gostaria de ser futuramente, postura essencial p/ direcioná-los no que fazem hoje. Isto esta criando um ciclo vicioso em toda comunidade escolar, aonde alunos não dão o retorno esperado e a equipe acaba desestimulando a cada dia, fazendo com que a cada ano a escola perca a qualidade alcançada com tanto esforço.

IC – Quais são as perspectivas p/ esse ano de trabalho?

DC – Estamos apostando em um planejamento coletivo que envolva mais segmentos da comunidade, pois, só dessa maneira é que acreditamos que alcançaremos os objetivos e as metas estabelecidas. Todos sabem que a escola é um reflexo da realidade do contexto no qual esta inserida, portanto, se faz necessário uma rede de atores atuando de maneira coletiva p/ que possamos alinhar as forças da escola com as oportunidades oferecidas pela comunidade p/ superarmos tudo aquilo que entendemos com obstáculos na formação social e educacional de nossos jovens.

IC – Resume pra gente o que é ser educador?

DC – Dentro de uma concepção histórica-cultural, no qual tem sua maior expressão o pesquisador russo L. S. Vigotski, acredito que ser educador hoje, seria levar o educando a superar uma da formas de alienação mais básicas que é aquela na qual os indivíduos humanos são impedidos de apro-priarem-se daquilo que faça parte da riqueza do seu com-texto, possibilitando-os a romper os processos alienantes que impedem a humanização do individuo. Portanto, ser edu-cador é ter um posicionamento positivo sobre a formação dos seres humanos hoje, q associa sua praxe a uma luta po-lítica socialista, em outras palavras há q se lutar p/ que um nº. maior de indivíduos aproprie do saber cientifico, político e filosófico, de tal maneira que esse saber se torne uma mediação na construção de uma pratica social na luta contra o capitalismo, uma pratica social de resistência às brutais formas de alienação existentes. P/ isso, o educador tem q ter uma consciência definida sobre algumas categorias que fundamenta e alicerça sua praxe pedagógica.

IC – Existe alguma mudança que acredita que poderia fazer diferença neste trabalho? DC – Hoje o lema apren-der a aprender valoriza muito o método e menospreza o papel do professor, como alguém que acumulou experiência ao longo de todo de sua existência como ser humano e profissional processo este fruto de uma política neoliberal e pós-moderna. Isso levou o processo de ensino e aprendiza-gem a um conjunto de ações que apenas instrumentaliza os alunos a utilizarem determinadas ferra-mentas, ou seja, formar massas de consumo em uma sociedade capitalista. Hoje a maior mudança em nossa escola seria converter o caráter de entretenimento que vem ganhando as escolas de uma forma geral, em função dos inúmeros equipamentos de comunicação e informação, p/ um processo efetivo de ensino e aprendizagem. Pois sendo a escola um reflexo da sociedade, os meios de comunicação em massa têm contribuído p/ relativizar princípios e valores essenciais p/ que a escola cumpra sua função social, o q tem se agravado c/ a ausência da família não só na vida escolar dos filhos, mas de uma maneira geral.

IC – Existe ainda o desejo de voltar a vencer o Prêmio Gestão? DC – Acredito que o Premio Gestão tem alguns pontos positivos, como a divulgação de praticas de sucesso, dependendo da visão de sociedade e de homem de cada um. No entanto, eu acredito que ele representa mais uma forma de competitividade entre as escolas, com forma de pressioná-las por melhores índices e construir as exceções dentro de um sistema de ensino falido, que visa a atender interesses de mercados.

IC – Existe muita diferença entre o dirigir o colégio ontem e hoje? DC – Sempre existe uma diferença entre o ontem e o hoje. No meu caso a diferença esta no amadurecimento que alcancei através das leituras realizadas ao longo desses 5 anos, pois dentro de uma visão pedagógica sócio-histórica ou histórico-cultural, procurei definir conceitos de algumas categorias como sociedade, homem, trabalho, mais valia entre outras, o que acaba por nos dar outro direcionamento do nosso fazer pedagógico. Hoje a função de líder educacional me causa mais angustia, dada a evolução e a direção na qual as coisas se encaminham, pois os ideais nos quais eu acredito depende de uma consciência coletiva p/ se concretizarem.

IC – Deixe para os nossos leitores uma mensagem final:

DC – “Um homem completo possui a força do pensamento, a força da vontade e a força do coração. A força do pensamento é a luz do conhecimento; a força da vontade é a energia do caráter; a força do coração é o amor. Vejo a vida como uma constante caminhada dirigida p/ esse horizonte do homem completo, lutando contra tudo que em nossa sociedade constitui uma barreira a essa caminhada. Espero sempre continuar em busca do conhecimento (a força do pensamento), procurando não esmorecer na luta pelos valores que defendo (a força da vontade). Quanto a força do coração, já a alcancei: é o amor que sinto pela minha causa”. Ludwig Feuerbach

CALOR PREJUDICA DESEMPENHO DE ALUNOS.

O calor excessivo dentro da sala de aula vem prejudicando o desempenho dos alunos.

As salas de aula nem precisam estar muito lotadas, para se sentir o calor excessivo. As altas temperaturas somadas ao calor humano, tem tornado as aulas menos proveitosas, afirmam alunos e professores.

Pensando nisso, o colégio pensa em adquirir este ano aparelhos condicionadores de ar ou climatizadores para pelo menos parte das salas de aula para amenizar esse problema.

A verdade é que com tanto calor, fica difícil para os alunos se concentrarem, a todo instante querem sair das salas de aula e as atividades são menos proveitosas.